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Consumo de famílias diminui no ano

Camila da Silva Bezerra

Famílias brasileiras estão consumindo mais, porém em ritmo mais lento, de acordo com o levantamento de atividade econômica da Serasa Experian, que aponta que o consumo deste público aumentou 0,5% em junho, em comparação ao mês anterior, e 5,2% em relação à junho de 2010.

No entanto, o consumo acumulado no ano apresenta queda de 0,1% entre maio e junho, que passou de 5,8% para 5,7%. Luiz Rabi, gerente de indicadores de mercado da Serasa, não se preocupa com o resultado anual. “É um processo de desaceleração, o que é bom, principalmente para o controle da inflação, porque indica um crescimento sustentável.”

Segundo Rabi, o crescimento acumulado do consumo das famílias em 2011 deve chegar a 5% em dezembro, tendência motivada especialmente pelos juros em alta. “A desaceleração está muito ligada ao aumento da taxa de juros, que os bancos vêm fazendo desde o ano passado, faz com que o consumo de bens duráveis, como veículos, cresçam menos.”

E a desaceleração do consumo em âmbito nacional já reflete no comportamento das famílias paulistanas, indica a pesquisa de intenção de consumo produzida pelo Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA).

“Comparando o terceiro trimestre de 2010, em que 75,6% dos entrevistados comprariam um dos itens listados, e 2011. Hoje, o índice é de 72,4%”, analisa Cláudio Felisoni, presidente do conselho do Provar.

As vendas de geladeiras e demais itens da chamada linha branca, móveis e peças de cama, mesa e banho na cidade de São Paulo não deve cair, já que são produtos prioritários dos paulistanos, o que não acontece com automóveis, telefones celulares e câmeras digitais.


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